segunda-feira, 19 de abril de 2010

se soubesses


Se soubesses que cada sorriso teu serve para iluminar 10 meus. Se soubesses que, apesar de tudo continuas a mesma menina dócil, com caracóis e sempre bem-disposta. Se soubesses que por muito afastada que sejas das pessoas, eu continuo aqui a torcer por ti. Mantive-me sempre no mesmo sítio... mas agora, agora vai ser mais difícil encontrares-me. Mas... Não faz mal, não faz mal, eu mesma tenho ido todos estes anos à tua procura. Se soubesses que cada vez que me magoas caiem pequeninas lágrimas, que se multiplicam todos os dias, dos meus olhos castanhos escuros. Se soubesses que apesar de me desiludires, continuo aqui. Se soubesses que fico triste cada vez que me deixas de lado da tua rotina. Se soubesses que ainda me lembro tão bem da palhaça que me alegrava os dias mais escuros. Sabias que ainda guardo todas as nossas gargalhadas para as partilharmos novamente? Sabias que gostava de mais atenção da tua parte? É com saudades que, evidentemente, me lembro de todos os momentos bons, mas agora, agora, são apenas isso... momentos bons, recordações boas. E agora, agora, já estou a aprender a olhar para trás com um sorriso, em vez de olhar com uma lágrima prestes a escorrer pela minha pálida face. Mas a saudade, essa fica sempre. Não quero que sejas perfeita, só quero a amiga de sempre ao meu lado.

terça-feira, 6 de abril de 2010

para "mart"

Não me lembro do início, mas também não quero sequer pensar num ponto final. Tenho um sorriso cravado na cara quando estou com vocês, e sim, ensinaram-e a ver as coisas de outra maneira. Somos todas umas pitinhas muito fofinhas que só fazem parvoíces, um obrigado sincerooooo (;
adoro-vos bonecaaaas C;

(re)aprender

Tenho aprendido muito, e espero que este desejo pelo conhecimento se multiplique, multiplique, e multiplique vezes sem conta. Não, não, não, as coisas não estão em livros nem em enciclopédias, melhor era se estivessem, mas, ainda ninguém teve a coragem de o escrever, apenas de partilhar as suas memórias e sentimentos. E não, não é assim que aprendemos, a partilha por vezes revela-se insuficiente. Temos de ser nós próprios a experimentar, a saborear o amargo das nossas acções inconscientes e rápidas, tão rápidas que por vezes não nos apercebemos delas. E depois, depois temos que bater com a cabeça vezes sem conta, temos que repetir sempre o mesmo erro, mesmo quando a dor já não nos deixa levantar a cabeça, quando se encontra mergulhada em lágrimas, acabamos sempre por repetir o que fizémos de mal... mas, um dia, acredito que dia, teremos capacidades para deixarmos esse erro de lado, e, partir para outro, e cometer esse mesmo erro centenas de vezes até nos apercebermos que estamos errados- apesar de por vezes, o fazermos inconscientemente, por ilusões e desilusões, que nos prometem a entrada numa nova dimensão- mentira. Aprendi a confiar tanto nas pessoas, sempre apostei nas pessoas, depositava sempre demasiadas esperanças nelas, confiava em muitas de olhos fechados; acreditava que a amizade era para sempre; mas nada, nada mesmo é para sempre. A realidade tornava-se pesada, quando sonhava era a melhor maneira de me escapar deste mundo terrível pintado de ódio e de desilusão. Tal como qaundo subimos umas escadas, de olhos fechados, não sabemos onde colocar os nossos frágeis pés, estamos vulneráveis a qualquer queda. E o pior, o pior é quando colocamos o pé em falso, pensando que existe ainda mais um degrau- mas não, não, o nosso pé foi colocado no vazio, e aí ficou. O que pensávamos que havia não passava de uma mentira, e nós fomos o alvo desse engano. De outra vez serão outros, acontece a todos. Malditas escadas, maldito degrau, maldito vazio, malditas ilusões. Mas depois, depois, já sabemos com o que podemos contar, e aí não vamos mais colocar um pé em falso à procura de um degrau, porque já sabemos que ele não vai lá estar para nos agarrar, para nos apoiarmos nele, até que possamos encontrar um terreno mais firme onde possamos estar. Aí, vamos finalmente aprender ou reaprender, porque nem sempre é bom vermos com o coração; afinal a nossa cabeça serve para algo.