Mesquinho, ingrato, e que se apoderou tão rápido do meu corpo frágil de asas de menina e coração de mulher.
Tomara que eu alguma vez consiga transpôr para o papel ou outro qualquer meio público toda aquela confusão que no privado me faz sentido.
Esta dor faz doer o coração, faz tremer as mãos e faz-nos palpitar de toda a vez que o ocupante secreto da nossa saudade nos arrebata sem dó nem piedade, nos rasga em farrapos ou nos desfaz em cacos. É esta vontade imensa de querer estar contigo que me faz atingir o estreito limite entre o bom senso e a loucura. É esta vontade interminável de te querer tocar com este meu jeito invisível. Ou esta vontade crescente de querer falar mesmo que seja para nada dizer, ou até mesmo fazendo do silêncio o nosso meio comunicativo de preferência.
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