Tenho uma vontade inabalável de escrever. Mas não, não sei o que hei-de escrever. Não consigo encontrar palavras, e já tentei inventar algumas, mas não se tem revelado uma tarefa nada fácil.
(...) Afinal foi devido à minha imaturidade que fiz as escolhas erradas, foi devido ao meu carácter, e à minha noção de ser superior que fez com que afastasse todos os que se tentavam aproximar. Se dei por isto? Não, nunca dei. Achava que estava a fazer as coisas bem, que os amigos serviriam para sempre. Que nunca me iam abandonar, que iam ser infinitos. Não estava mais no filme da barbie, que deixara para trás. E sinto uma vergonha quando admito que só agora deu para perceber.
Costuma-se dizer que por muito que tentemos ver as coisas, nunca as veremos se não acreditarmos nelas. Sempre fechei os meus olhos a novas amizades, como se se tratasse de um túnel escuro, sombrio, que não permitia a passagem de ninguém, para além daqueles que já me conheciam. E mais tarde, oh sim, senti o amargo das minhas atitudes. Nem sempre foi fácil ver amizades de anos serem levadas pelo vento. Se a culpa foi minha? Em parte. Mas acredito que talvez tenha sido deles. Tive dias infelizes, com a cabeça a andar à roda, farta de pensar o que estaria errado, como poderia mudar, como resolver as coisas. E sempre tive pessoas que me apoiaram tanto. Pessoas que à partida eram anónimas, mas que aos poucos iam-me criando aquele sorriso, que anteriormente era criado por outros igualmente importantes. Um obrigado muito especial aos meus papás, à carina, telma, ana, renata, marta e a muitos outros que se foram aproximando. Apesar de pensarem que se calhar não fizeram nada de extraordinário, só o facto de me terem sempre recebido de braços abertos foi muito bom.
Love is there, if you dont see it, look again
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